Uma das decisões mais inteligentes da Boeing sobre a sua marca não tem a ver com design
- Lucas Chiquetto
- 2 de jul.
- 1 min de leitura

Nos últimos dias, uma notícia chamou a minha atenção: a Boeing iniciou uma avaliação da sua marca para entender como ela é percebida atualmente.
Achei interessante porque a empresa não começou discutindo um novo logotipo ou uma nova identidade visual.
- Aliás, a título de curiosidade, quem me conhece sabe que eu sou apaixonado por aviação. E, talvez por isso, eu acompanhe de perto tudo o que acontece com as grandes fabricantes de aeronaves. -
O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, decidiu ouvir. Convidou colaboradores para pesquisas, painéis e conversas com um objetivo muito claro: entender o que a marca Boeing representa hoje.
E isso diz muito sobre branding.
Durante décadas, a Boeing foi reconhecida como um símbolo da engenharia e da inovação americana. Mas a reputação da empresa foi profundamente impactada após os acidentes envolvendo duas aeronaves 737 MAX, em 2018 e 2019. Desde então, a companhia vem trabalhando para recuperar a confiança do mercado e de seus clientes. Na minha visão, existe um aprendizado valioso nessa decisão.
Marcas fortes não presumem que sabem como são percebidas. Elas perguntam.
Porque uma marca não é aquilo que a empresa diz sobre si mesma.
É aquilo que as pessoas enxergam, sentem e lembram quando pensam nela.
E essa percepção muda.
Por isso, ouvir clientes, colaboradores e o mercado não deveria ser uma exceção. Deveria fazer parte da estratégia de qualquer marca que deseja permanecer relevante.
Afinal, reputação não se redesenha ou se conquista do dia pra noite.
Ela se reconquista. E isso pode levar um bom tempo.



