Tendências de 2026 para o Marketing: o futuro será movido por intenção, emoção e valores
- Lucas Chiquetto
- 12 de nov.
- 2 min de leitura
Parece meio cedo para falar sobre tendências de 2026 para o Marketing, mas estive no RD Summit 2025 e posso afirmar, pelas escolhas que eu fiz (de quais palestras assistir), já pude me sentir no ano que vem. Entre encontros, estandes e conexões, mergulhei em dezenas de palestras, das mais técnicas às mais humanas.

Assisti a conteúdos sobre inteligência artificial (sim, ainda há muito o que explorar), branding, vendas, comportamento, e desenvolvimento pessoal. Um ecossistema de temas que mostrou o quanto o marketing está cada vez mais híbrido, interdisciplinar e conectado à cultura, que é um assunto que a gente adora abordar.
Mas entre todas essas conversas, uma palestra me chamou a atenção, e é sobre ela que quero falar aqui.
Curada pela WGSN, eles trouxeram uma visão poderosa sobre o que esperar (e construir) no marketing em 2026.
E se eu pudesse resumir tudo em uma frase, seria:
o marketing vai parar de empurrar tendências e começar a acolher o que realmente importa: intenção (que é algo importante que eu sempre abordo no branding), emoção e valores.
A seguir, compartilho os principais insights dessa palestra que, mais do que prever, propõe um novo olhar:
1. Criatividade com propósito
Este é o mais importante ponto para 2026: a criatividade, mas a era do “criar por criar” ficou pra trás. Em 2026, boas ideias vão nascer do cruzamento entre dados, repertório cultural e relevância. Criar com intenção será o novo diferencial. Intenção, gente, guarde essa palavra.
2. O cansaço da inteligência artificial
Parece recente para já se sentir cansado, mas a IA “está virando commodity”. E, com isso, começa a gerar fadiga. O consumidor está valorizando o que ainda não pode ser automatizado: o toque humano, a subjetividade, a imperfeição verdadeira. E vamos ouvir falar muito sobre isso.
3. Imaginação estratégica como vantagem competitiva
Não basta planejar. É preciso imaginar futuros. Marcas que souberem projetar cenários culturais e provocar conversas relevantes sairão na frente.
4. O marketing como ecossistema vivo
A Fanta brinca com cultura pop (embalagens pensadas para o filme Bittlehuice). A NFL contrata um editor de moda. A Netflix cria casas reais (em Las Vegas). Estamos vendo o marketing se expandir para além do digital, criando universos próprios, que são imersivos, não-lineares e cheios de camadas.
5. Emoções como eixo de conexão
Sensações, experiências táteis, sons, cheiros. O emocional volta a ser protagonista. Marcas que tocarem os sentidos (literalmente) vão fidelizar por meio do afeto, e não apenas com ofertas.
6. Novos sistemas de valores
É hora de transformar discurso em prática. Diversidade, impacto social, filantropia e ética de consumo não são mais bônus , são pré-requisitos. E o consumidor está atento a isso, viu.
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Um marketing mais humano, mais profundo, e, claro, mais corajoso.
O que esse conteúdo todo me mostrou é que o marketing que vem por aí será muito menos sobre performar e muito mais sobre tocar e pertencer.
E quem quiser relevância em 2026 vai precisar de coragem: pra simplificar, pra sentir, pra imaginar.
Que bom que estivemos no RD Summit pra ver isso nascer.

